Guia
Como contratar creators UGC: passo a passo para marcas
Contratar creators UGC é diferente de contratar uma agência ou um influenciador. O trabalho é distribuído entre muitas pessoas, o volume importa mais do que o alcance individual e a qualidade depende do briefing. Este guia mostra onde encontrar creators UGC, como escrever um briefing que gera bons vídeos, como selecionar, contratar, revisar e pagar, e o que costuma dar errado na primeira campanha.
Por William Freitas, Head of Growth da Conty6 min de leitura
Antes de começar: defina o que você quer do UGC
A primeira decisão é o destino do conteúdo. Se os vídeos vão para os seus anúncios, você precisa de creators que gravem e editem bem, e de direitos de uso para mídia paga. Se os vídeos vão ser publicados nos perfis dos creators, o que importa é o nicho da audiência e o alcance. Se você quer os dois, a campanha precisa dizer isso no briefing. O guia o que é UGC detalha as três estratégias.
Onde encontrar creators UGC
- Plataformas de UGC. Você publica o briefing e recebe candidaturas de creators já cadastrados, com histórico de entregas. É o caminho mais rápido para campanhas com dezenas de creators. Na Conty são mais de 70 mil creators no marketplace, filtrados por nicho, plataforma e localização.
- Seus próprios clientes. Quem já usa o produto grava com mais naturalidade. Convide clientes por e-mail ou pelas redes e traga para uma campanha da marca.
- Hashtags e busca nas redes. Procure por #ugccreator, #ugcbrasil e pelo nome da sua categoria. Funciona para achar perfis, mas a negociação um a um consome tempo.
- Agências de UGC. Entregam curadoria e gestão, com custo por vídeo mais alto. Fazem sentido quando a marca não quer operar a campanha.
Como escrever um briefing de UGC
O briefing é o que separa uma campanha com vídeos aproveitáveis de uma campanha com retrabalho. Ele precisa ser curto o bastante para ser lido e completo o bastante para não gerar dúvida. Um bom briefing de UGC tem:
- Sobre o produto e o público. O que é, para quem é, qual problema resolve, o que o diferencia. Duas ou três frases.
- Objetivo do vídeo. Anúncio, prova social, tutorial, lançamento. E onde ele vai ser publicado.
- Formato. Vertical ou horizontal, duração, se o creator aparece, se fala olhando para a câmera, se tem legenda.
- Ganchos e mensagens obrigatórias. Os primeiros três segundos decidem o vídeo. Liste ganchos que você quer testar e as mensagens que precisam aparecer.
- O que não pode. Concorrentes na cena, promessas que a marca não faz, música com direitos, palavras proibidas pelo regulatório.
- Entregáveis e prazo. Quantos vídeos, quantas variações, em quantos dias, em qual formato de arquivo.
- Remuneração e direitos de uso. Quanto, como e quando o creator recebe; em quais canais, por quanto tempo e em qual território a marca pode usar o conteúdo.
- Exemplos. Dois ou três vídeos de referência valem mais do que um parágrafo de explicação.
Como selecionar os creators
Com o briefing publicado, as candidaturas chegam. Selecione olhando para quatro coisas: histórico de entregas (prazo e aprovações em campanhas anteriores), qualidade de gravação (luz, áudio, enquadramento), aderência ao nicho (a pessoa faz sentido falando do seu produto?) e portfólio (vídeos parecidos com o que você pediu). Seguidores só importam se o creator vai publicar no próprio perfil.
Para a primeira campanha, aprove mais creators do que o número de vídeos que você precisa. Uma parte não entrega no prazo, outra entrega algo que precisa de ajuste. Uma margem de 20% a 30% evita que a campanha atrase.
Contrato e direitos de uso
Todo creator que aparece no vídeo cede direitos de imagem e direitos autorais sobre a obra. O contrato precisa dizer, por escrito, em quais canais a marca pode usar o vídeo, por quanto tempo, em qual território e se há exclusividade. Sem isso, a lei brasileira interpreta a cessão de forma restritiva, e a marca pode não ter o direito de usar o vídeo em anúncios. Em uma plataforma, o acordo fica registrado em cada entrega aprovada. O guia de direitos de uso de conteúdo UGC lista as cláusulas.
Revisão e aprovação
Defina antes quem aprova e em quantas rodadas. Uma rodada de ajuste é o padrão; mais do que isso costuma indicar briefing incompleto. Na revisão, olhe gancho, mensagem obrigatória, legenda, capa e qualidade técnica. Aprove o que está bom mesmo que não seja perfeito: em UGC, autenticidade vale mais que acabamento, e o teste em mídia vai dizer qual variação funciona.
Pagamento
Pague depois da aprovação, nunca antes, e pague rápido. Creators que recebem em dia voltam para a próxima campanha e indicam outros. Em campanhas com dezenas de creators, o pagamento individual por Pix vira um trabalho em si; uma plataforma paga todos de uma vez, na carteira de cada um, com extrato por creator. Os modelos de remuneração estão no guia quanto custa um vídeo UGC.
Erros comuns na primeira campanha de UGC
- Briefing vago. "Fale sobre o produto" gera vídeos genéricos. Ganchos, mensagens obrigatórias e exemplos resolvem.
- Escolher por seguidores. Para conteúdo de anúncio, o número de seguidores não importa. Importa a qualidade do vídeo.
- Esquecer os direitos de uso. Negociar depois custa mais e trava a campanha de mídia.
- Poucos creators. Cinco vídeos não dão volume para testar. Comece com 20 a 30 e escale o que funcionar.
- Rodar uma campanha só. UGC funciona como processo contínuo. Marcas que mantêm um programa de creators acumulam criativos, dados e relacionamento.
Como é contratar creators UGC na Conty
Você cria a campanha com o briefing, o formato, a remuneração e os direitos de uso, no formulário ou com o agente de IA. As candidaturas chegam no mesmo dia; você escolhe os creators com histórico de entregas e match por briefing, revisa cada vídeo do seu jeito e paga em massa na carteira deles. Contrato e direitos de imagem ficam registrados em cada entrega aprovada.